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5/5/2006 14:00:37
JOÃO PAULO DIAS - JOPA
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| JOÃO PAULO DIAS - JOPA |
Ufa, a Associação Riograndense de Propaganda não ficará acéfala e nem precisará ser fechada. Apareceu um publicitário abnegado para dar prosseguimento ao excelente - e extenuante – trabalho desenvolvido por Airton Rocha nos dois anos de seu mandado, durante o qual resgatou várias dívidas da entidade com o mercado publicitário gaúcho. O “soldado do partido” é João Paulo Dias, o Jopa, um dos sócios e diretores da Paim Comunicação. Ele tomou a decisão há dois dias, na quarta-feira, 3. Hoje ele responde ao nosso Saia Justa.
Adonline: Porque da tua decisão em querer a presidência da ARP? É porque ninguém quis ou porque sentes que podes fazer mais e melhor do que vem sendo feito? Jopa: Foi uma combinação de fatores: o trabalho realizado pela gestão do Airton foi fantástico. Resgatou o Anuário, deu nova dimensão ao Salão e Jantar da Propaganda, criando a Semana da Propaganda, deu ênfase à interiorização, enfim, trabalhou bem para valorizar nossa atividade. Quando me dei conta de que, por uma questão de indefinição sucessória, essas conquistas poderiam ser comprometidas, eu senti que não dava mais para protelar a famosa "doação para causa". Que na realidade é aquela responsabilidade que todos temos e vamos adiando ad eternum. Fora isso, também, tenho consciência de que existe muito a ser feito e que posso contribuir para melhorar a percepção do publicitário pela sociedade.
Adonline: Porque não registraste chapa no dia 19, para as eleições que estavam marcadas? Jopa: Minha decisão foi um processo de amadurecimento e respaldado em um apoio fundamental de vários setores do nosso meio, em especial do Conselho Fiscal da ARP e da atual diretoria. A definição do Arthur Bender em prosseguir como vice-presidente foi importante para que eu me decidisse e isso tudo se consolidou após o dia 19.
Adonline: Assumir a presidência da ARP é um desafio, um pepino, ou uma boa janela para quem trabalha direito? Jopa: O que me mobiliza é o desafio, quero fazer muito pelo mercado publicitário, porque com isso estou fazendo por mim e pela minha empresa também. Claro que há sacrifício, mas acredito que todos nós publicitários podemos e devemos ter muito mais orgulho de nossa profissão.
Adonline: Na tua opinião, qual o maior problema que vais enfrentar? Jopa: Como na maioria das associações, a questão da gestão é fundamental. Precisamos ter excelência na arrecadação e administração dos recursos gerados pela entidade e pelos aportados pelos patrocinadores e apoiadores. É fundamental para que tenhamos êxito nas nossas metas.
Adonline: Um cargo como presidente da ARP exige dedicação, tempo e disponibilidade...isso não vai atrapalhar teus negócios? Jopa: É inegável que interferirá e só concordei com a idéia por termos hoje na Paim uma equipe que muito me orgulha e me tranqüiliza com a condução do dia-a-dia.
Adonline: Como teus sócios na Paim viram essa tua decisão? Jopa: Foi outro fator decisivo. Tive apoio incondicional e entusiasmado do meus sócios.
Adonline: Dá pra sintetizar em poucas palavras o teu objetivo para esses dois anos de mandato à frente da entidade? Jopa: Em primeiro lugar manter e aperfeiçoar as conquistas como a Semana da Propaganda, Anuário de Criação e Interiorização. Tenho a convicção que a representatividade da nossa atividade tem que contar muito com os nossos criativos. Quero trazê-los de volta para representar nossa atividade publicamente. É preciso resgatar a essência de nosso negócio: a materialização da Idéia. Quanto a objetivo mais imediato, quero que ARP seja um centro de treinamento e capacitação de profissionais de propaganda em áreas não atendidas pelas universidades. Existe um vácuo grande de conhecimento e acredito que a ARP tem que preenchê-lo. Teremos uma diretoria de Treinamento e Capacitação liderada pelo Cássio Grinberg planejando e viabilizando cursos que atendam às demandas do mercado. Quero que os anunciantes de alguma forma se envolvam com a ARP, afinal é parte fundamental da cadeia de comunicação. Institucionalmente quero que a atividade publicitária seja entendida pela sociedade como realmente ela é: a ponta de lança do livre mercado, a garantidora da liberdade de imprensa, a promotora democrática da informação.
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