Tadeu Viapiana
tadeu@novacentro.com.br

Economista, Diretor da Novacentro Comunicação e Marketing


  ÚLTIMAS POSTAGENS:

> 16/05/2013 - A Venezuela e o papel higiênico
> 30/04/2013 - De novo as cotas
> 10/04/2013 - A mensagem de Tatcher
> 28/03/2013 - O circo do Feliciano
> 20/03/2013 - Getúlio – Como quase todos, estou voltando.
> 20/03/2013 - O chavismo e o petróleo.
> 18/01/2013 - Discriminação politica
> 09/01/2013 - Começo ruim

 
Competitividade da economia brasileira | 18/06/2012

 

O Brasil está em 46º lugar no Índice de Competitividade Mundial 2012. Caímos duas posições.

O índice é elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), uma escola suiça de negócios sem fins lucrativos. O ranking leva em conta o comportamento do PIB, taxa de juros, inflação e os resultados de uma pesquisa feita com executivos que trabalham no país. Ele é dividido em quatro grandes temas: Performance econômica,  Eficiência do governo, Eficiência dos negócios e a Infraestrutura.

Desde que foi criado o índice, em 1989, o Brasil ocupa uma das últimas posições.  As primeiras 10 são ocupadas por Hong Kong, EUA, Suíça, Singapura, Suécia, Canadá, Taiwan, Noruega, Alemanha e Qatar. Entre os Brics, a melhor colocação foi alcançada pela China (19º lugar), seguida pela Índia (32º). Só depois vem o Brasil seguido pela Rússia. 

Os principais motivos que explicam a queda do Brasil em 2012 são: baixa atividade econômica, protecionismo e baixo crescimento das exportações com valor agregado.

Uma das  causas do nosso mau desempenho econômico reside no fato de que, após a crise de 2008, a política governamental foi direcionada, quase que exclusivamente, para o estímulo da demanda.  O reflexo surgiu em 2010, quando a economia cresceu 7,5%. Em 2011, tivemos crescimento de 2,7% e as projeções para 2012 indicam variação abaixo de 3%. Parece evidente que o ciclo de crescimento baseado no estímulo ao consumo está se esgotando.  

Estamos cometendo o erro de sempre. Em nome das  urgentes providências de curto prazo, estamos dando pouca atenção às medidas de ajuste estrutural, principalmente as reformas trabalhista, tributária e previdenciária com vistas à elevação da taxa de investimento e da produtividade. Da mesma forma, deixamos em segundo plano o enfrentamento das enormes carências da infraestrutura nacional.  

Há grande concordância entre os economistas que o crescimento da economia brasileira acima de 5% exige o aumento da taxa de investimentos – no jargão técnico a Formação Bruta de Capital - para algo como 25% do PIB. Hoje não passa de 18%. O crescimento corrente é largamente dependente do aumento do consumo e não da taxa de investimentos. Por isso, ele é insuficiente.

O Brasil foi exitoso na estabilização monetária e nas micro reformas levadas a efeito nos anos 1990, entre as quais podemos citara Lei de Responsabilidade Fiscal, o fim dos monopólios  de energia e telecomunicações, o saneamento do sistema financeiro nacional, a criação das agencias reguladoras e a adoção do sistema de metas de inflação e da autonomia do Banco Central. Nos anos 2000, tivemos novos avanços, especialmente, a manutenção da política de superávits primários e os progamas federais de transferência de renda.

No entanto, pouco fizemos na retomada dos investimentos públicos em infraestrutura, educação, pesquisa e desenvolvimento, componentes decisivos de uma política de elevação da produtividade e da competitividade da economia brasileira. Claramente nos falta um programa de investimentos de médio e longo prazo.   

Fonte: Folha de São Paulo, 31 de maio de 2012, pg. B5. 




Deixe seu comentário!
Nome:
e-mail:
Comentário:
 

Comentários:


 
BLOGUEIROS ADONLINE
Evandro Dias Gomes
A nova rede social
Sérgio Checchia
Quando a Academia vai começar a preparar nossos jovens?
Julio Ribeiro
O pior comercial de rádio que já ouvi na vida
Duda Tajes
Os aniversariantes
Lucio Pacheco
Marcas e BIG DATA.
Luciano Vignoli
McCann NY – Always On – Parte 1
Luiz Henrique Rosa
Muito índio com Poder de Rejeitar, pouco cacique com Poder de Aprovar
Tadeu Viapiana
A Venezuela e o papel higiênico
Marco Schuster
Dia da leitura, neblina do aeroporto e a gravata do Luxemburgo
Daniel Ferreti
Co-criação na era do individualismo



 

 
copyright adonline 2008©
Fale Conosco | Perfil da Editora | Mapa do Site