Não são só as marcas que tem agregado um valor simbólico como parte do seu valor de mercado.
Tudo tem o seu. De uma forma ou de outra. Vejamos, quanto se pagaria pela bola que o Pelé marcou os 1.000 gols? E quanto vale a outra, do primeiro gol? Carro usado, fora de linha, como é calculado o seu valor? Em nenhum carro a soma das peças e mão de obra é igual ao seu valor. Tem algo simbólico nesses mecanismos de percepção.
Cada segmento da economia tem as suas métricas para avaliar a soma do simbólico, muito antes da formulação do branding, enquanto metodologia para construir a percepção e valor para as marcas. Se você estudar cada método criado pelo mercado para estipular o valor agregado ao produto, seja ele de qualquer espécie, verá que é complexo e, para entender as variáveis, precisa-se pesquisa e fosfato.
O mercado de arte, talvez seja o mais bem estruturado para produzir e manter valor das suas obras e artistas. Existe uma cadeia de atividades que passa pelo artista, marchand, consultor, leiloeiro, críticios de arte, jornalistas, decoradores, colecionadores, dentre outros. Da obra de arte ao dinheiro em espécie é um longo caminho, remunerando inúmeros profissionais e empresas que vivem do mundo das artes.
De maneira simplificada, a estrutura de valor do mercado de arte está apoiada nos museus - que renova a arte -, leilões que quantificam as obras e puxam o valor simbólico e os heavy uses, ou colecionadores com muito dinheiro, que ganham e perdem como numa bolsa de valores.
Os preços das galerias ou compras diretas dos artistas é reflexo direto ou indireto desses leilões. De futebol e valor simbólico, queiramos ou não, todo mundo conhece um pouco, além claro dos publicitários e homens de marketing.
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