Pior é que não achei tão ruim assim a música do Michel Teló. Meio chatinha, sem novidade, mas tem coisa muito pior por aí. A sorte dele é que o pessoal do Real Madri fez uma dança em campo. Os outros sertanejos universitários, que fazem coisas iguais, devem estar se mordendo de inveja. Ou mandando seus empresários falarem com o empresário do Messi.
Mas, segue a vida. Na telenovela de Aguinaldo Silva, Fina Estampa, a "nova classe C" é a principal personagem. A protagonista Griselda Pereira criou três filhos e virou milionária na loteria. Passou para o topo da pirâmide. Renato Meirelles, do instituto Data Popular, diz que a nova Classe C trouxe para o consumo seus valores morais e éticos. Pereirão, ou Griselda Pereira, é honesta, exigente, trabalhadora e justa.Nem com o filho malandro ela pega leve.
Num capítulo, a vilã, da "antiga classe A", virou-se para a câmera e conversou diretamente com o telespectador. Se não há mais como inovar enredos em novelas de TV, o autor decidiu ousar na forma. E contar que finalmente a revolução burguesa chegou ao Brasil. Assim como os panfletos do século 18 ridicularizavam a aristocracia francesa, Aguinaldo Silva ri da brasileira. Tereza Cristina é a vilã sem qualidades morais: chantageia e deixa-se chantagear, tem um segredo no passado, dinheiro em paraísos fiscais, mata e manda matar. É também uma vilã escrachada, mas incompleta. Seus planos de ferir os "do bem" da nova classe C nunca dão certo. Ela só consegue eliminar os do mal. Mesmo que seja somente um cozinheiro sabotador de restaurantes.Ela é o Dick Vigarista trama. Cada segunda-feira ela tem um novo plano de eliminar alguém da família de Griselda, que fracassa do sábado.
Vai ver Michel Teló fez a trilha das terezas cristinas reias. Eu é que não notei.
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