David Ogilvy já dizia que nem todo produto é uma marca, mas toda marca é um produto. Essa afirmação pode elucidar a chegada dos produto chineses ao Brasil, particularmente, os veículos da Jack Motors e que estão acompanhados de uma ampla campanha em mídia online e offline. Por ser um produto chinês, recai sobre a marca diferentes comentários negativos quanto a sua procedência, qualidade e questões ligadas à sustentabilidade. Muito disso é uma reação da concorrência.
Há quinze anos, se dizia a mesma coisa dos produtos coreanos e hoje quase não se escuta mais críticas e, ao contrário do que se dizia, são marcas de qualidade no mercado da tecnologia. Os produtos coreanos investiram muito em mídia e estratégias bem sucedidas de distribuição e vendas ao trade,
Esse mesmo caminho, pelo que se lê na literatura do marketing, aconteceu também de forma semelhante com os produtos japoneses que vinham ao ocidente no período de pós-guerra. Os produtos japoneses entram mais fácil devido a inovação, tanto nas tecnologias como nos modelos de produção e gestão. O Walkman da Sony foi a Ipod da sua década e Akiro Morita um Steve Jobs dos anos 80, que sabia muito bem como inovar tecnologias já existentes.
Como a China está introduzindo as suas marcas no Brasil? Através do preço e distribuição, mídia jornalística e relações públicas. Quando a TV mostra as grandes obras chinesas de infraestrutura, os trens balas, aeroportos e tecnologias avançados, estão criando uma associação positiva e reputação de qualidade para as suas marcas, mais rápidos do que os produtos coreanos e até japoneses, visto estarmos num estágio de globalização dos meios nunca antes visto. Muitos produtos chineses vão se transformar ainda em marcas multiplas.
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